Olhando para o céu observei que o fazedor de nuvens, do nascer do sol até a minha janela, soltou sua nuvem em linha reta que aos poucos, com a brisa, começou a se desfazer, e nesse momento, ainda na cama, a claridade do sol nascendo, aumentado, pintava aquele rasgão de rosa, dourava as nuvens para o meu prazer. Jesus obrigada!







Estão vendo! Estou quase conseguindo pular do quadrinho ... estava difícil, em cada lado uma barreira, em cada canto um vazio ... é difícil ... o quadro tenta me aprisionar ... não, não, não ... preciso correr, mover, pular, falar, cantar, ..., quase, quase livre, e ... novamente estarei presa em algum lugar.

Fugiram as letras! as palavras! as frases! ... onde estão? Preciso de compor uma melodia que fale da minha imaginação. Preciso dar a forma de poesia ao chorar do meu coração. Preciso de fazer conhecido Aquele que me salvou. Onde estão? letras, palavras, frases ... emoção!

Tintas, cores, borrões
Estava ali, no Banco, pagando contas, quando absorta em meus pensamentos eu o vi. Devagar, passos contados, atento, olhos fixos, tomou conta do ambiente. Uma pantera o retrata com exatidão. Meus olhos não o deixaram, queria conferir sua semelhança com a foto ... não tinha certeza ... meu coração falava uma coisa, meus olhos duvidavam. Me constrangi de estar olhando com tanta insistência, de cima a baixo, ... , mesmo sentindo meu olhar não se virou sequer uma vez. Porque? Porque? Queria tanto entender ... queria tanto abraçá-lo... 

Beijos, muitos beijos,