
Careta ... smorfia sem dolore ... brincadeira ... mas traz um prazer infantil, um alívio de alma ...

Personagem
Canto II
Com as mãos estendidas, Era a sua própria linguagem.
O palco na escuridão, E que o enredo era ele.
O silêncio se fez maior. E que a platéia era o
O personagem o seu mundo,
fechou as mãos E que o palco, sua casa.
E se expôs. E que as cicatrizes eram:
Abriu os olhos, se levantou. Angústia, depressão, tristeza,
As mãos tocaram o rosto, Dor, horror, medos ....
E o personagem constatou E estas ele sentiu.
Que as cicatrizes que o E a face foi exposta
escuro viu nas cicatrizes
Não eram externas. E o mundo real não entendeu,
E que o silêncio que ouviu Ou por ter entendido fugiu.

PERSONAGEM
CANTO I
O palco iluminou um vazio
E neste vazio estava o personagem,
Num canto encolhido.
O personagem começou a ser percebido:
Com as mãos se abrindo,
Com os braços se estendendo,
Com as pernas se descruzando,
Com o corpo se arqueando,
Com o fincar do pé no chão,
Com o seu levantar
E quando ninguém esperava
Ele levantou a cabeça.
E olhou. E chorou. E riu.
E o escuro se assustou...
No rosto do personagem
havia muitas cicatrizes.
E o escuro se horrorizou...
As cicatrizes começaram a sangrar.
E o escuro fugiu...
As cicatrizes se abriram,
Expondo a face real do personagem.
E o personagem sozinho ...
Abaixou a cabeça,
Encurvou o corpo,
Cruzou as pernas,
Encolheu os braços,
E as mãos continuaram estendidas,
Mas o personagem só conseguiu
Ouvir o silêncio.
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